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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

MANOEL GOUVEIA DE LIMA

        Em 1969, familiares de Manoel Gouveia de Lima apresentaram a sua biografia.  Ele, ao lado de seus inúmeros parentes, muito contribuiu para a fundação de nossa cidade.  Nasceu a 16 de outubro de 1869, no sítio de Água Limpa, nas margens do córrego de São Joaquim. Era filho de Francisco Antônio de Gouveia e Maria Cândida Garcia de Lima.

       Casou-se com Maria Clara do Nascimento Silveira, que lhe deu sete filhos :

       Francisco, Alexandre, Joaquim, Rozalina, Maria, Ana e Joaquim. Quando menino trabalhou com seu pai na lavoura, aprendendo em casa a ler e escrever, até quando ficou moço foi amansador e acertador de cavalos. Foi carreiro e com seu carro de boi transportava sal de Casa Branca para o armazém de João Baptista da Silveira. Posteriormente transportou café beneficiado da fazenda Santa Izabel de propriedade do Dr. Francisco de Almeida Prado, para a estação de Sales Oliveira que, ali era embarcado para o porto de Santos, isso em torno de 1900. Depois de casado resolveu estudar mais e, indo três vezes por semana, a cavalo, até Nuporanga, recebia lições de português do mestre José Joaquim Barbosa. Abriu então uma escola para crianças no arraial de São Joaquim e a medida que ia aprendendo com o seu professor transmitia, o aprendido, a seus alunos.

        Para funcionar a escola, ele construiu uma casa de residência de tijolos, com uma sala grande para servir de sala de aula, situada na antiga Rua da Estação, hoje rua Marechal Deodoro, em frente ao atual Mauad Plaza Hotel.

        Na escola por ele criada além de dar aulas para crianças, arregimentou os homens maiores de idade para alfabetizá-los e assim os qualificar como eleitores, para poderem votar na eleição de juiz de paz a ser realizada em 21 de março de 1903. Primeira eleição acontecida no distrito

         Aconselhado pelos seus amigos Drs. Francisco de Almeida Prado e Luiz Marques de Mello, ambos engenheiros, estudou agrimensura, sozinho, sem professor. Manoel Gouveia de Lima era de uma inteligência privilegiada. Lá pelos idos de 1894, ele juntamente com José Esteves de Lima, Francisco Garcia de Lima, Cândido Vicente da Silveira, João Baptista da Silveira e outros parentes e vizinhos, proprietários na região, reconhecendo que já era necessário fundar uma cidade, lideraram um movimento para tanto. 

       Foram esses mineiros aparentados de Manoel Gouveia de Lima, relacionados entre os 51 sócios da fazenda São Joaquim, que através de subscrições em lista por eles encabeçada, conseguiram formar o capital necessário para arrematar em praça pública, em Nuporanga, a 21 de janeiro de 1895, uma gleba de terra, que era de ausentes. Uma gleba conhecida como Capão do Meio, nas terras da fazenda São Joaquim.

       Esse terreno assim arrematado, foi doado a 30 de maio de 1898, para servir de patrimônio à nossa atual cidade.

       Em 1 de julho de 1878, foi procedida uma ação de Divisão e Demarcação da Fazenda São Joaquim, onde esses mineiros parentes de Manoel Gouveia de Lima tinham terras, inclusive seu pai Francisco Antônio Gouveia . Essa ação terminou  em 7 de  julho de 1891 e, delimitou as propriedades de 51 sócios, nos quase 2500 alqueires de terra da citada fazenda .  

    

Dr. Virgínio Fernando do Nascimento entre seus pais:Lazara Lazarim de Lima e Jerônimo Fernando do Nascimento.  Dr. Virgínio, por parte de mãe, é neto de João Miguel de Lima, que era irmão de Manoel Gouveia de Lima.

 

Dona Maria de Lima Delmônaco, mãe do professor Antônio dos Reis Delmônaco, ela aparece com seu esposo Adelino Delmônaco,com sua filha Ednéia Delmônaco Parada e os netos Flávia e Ivan.

Prof. Antônio dos Reis Delmônaco, arquiteto,escreveu um trabalho de grande importância sobre “O Conjunto Arquitetônico da Companhia Mogiana”, bisneto de João Batista da Silveira e trineto de Cândido José Carlos.


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