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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

OS ÍNDIOS NO POVOAMENTO DO SERTÃO DO RIO PARDO (UM RESUMO DO ARTIGO QUE O SR. EDUARDO DINIZ JUNQUEIRA PUBLICOU NA REVISTA “DIA A DIA”, (NÚMERO 19)

 

        No início do século XIX, a Região Nordeste da Província de São Paulo, já se encontrava quase deserta de índios. Pouquíssimos relatos sobre tais selvícolas existem na nossa região.    No início do surgimento da Vila de Franca há referências sobre indígenas, andando pelas suas terras, estórias contadas provavelmente com certo exagero, tendo por objetivo justificar o pedido de transferência do povoado de Franca para vila.

       Há, ainda, por exemplo, relato dos entrantes da família Junqueira, que eram passados de pais para filhos, tradições familiares orais acusando a débil presença de índios nas imediações de suas fazendas, Invernada e Santo Ignácio.    Seguem quatro referências sobre o assunto.

       1-O tenente Francisco Antônio Junqueira, orgulhoso da vastidão de suas terras apontava uns marcos de pedra no espigão da fazenda Invernada, em Orlândia, dizendo serem eles a divisa com os índios.   

       2- Outra  passagem é a peripécia sempre relembrada, do Cardoso, feitor da fazenda Invernada,que um dia perseguiu um índio a tiros de garrucha.    Para escapar à perseguição, o índio meteu-se num buraco de tatu canastra.    O Cardoso apeando do cavalo fez fogo na boca do buraco para a fumaça obrigar o índio a sair.   O bugre escapuliu, mas quando contava o caso, afirmava enfaticamente: se pego, passo a faca, índio é bicho!

       3- A fazenda Invernada foi cenário da fantástica história da fuga de cinco escravos, seduzidos pela conversa de um caboclo benzedor. Este afirmava existir, para o lado do poente, uma terra  onde nem o Rei mandava.    Os fugitivos foram trilhados até às barrancas do Rio Pardo onde,  por temor dos índios, foi abandonada  a perseguição.    Passados alguns anos, premidos pelos entrantes que devassavam as matas da banda esquerda do Rio Pardo, as tribos começavam a sair para os campos do Triângulo Mineiro.    Entre elas encontrava-se um dos escravos fugitivos, o único mulato. Os demais todos negros retintos , segundo o sobrevivente , foram todos comidos um a um pelos índios , que os consideravam macacos do chão. O mulato preferiu voltar à senzala a continuar na vida de índio. Mas, para obter o consentimento do cacique, foi preciso arranjar uma mãe falsa que apelasse por ele. ( Do livro Lendas e Tradições de Adélia Junqueira Bastos – 1980 )”

       4- Quando nas décadas de 40 e 50, a mecanização agrícola foi se intensificando na nossa região, comum era ver a cerâmica indígena espocando sob o peso dos arados.    Na fazenda Lageado, município de Sales Oliveira, foi localizada uma pedreira onde os índios praticavam a cantaria e ali coletados machados e outros apetrechos de pedra.  Últimos vestígios de um povo desaparecido.

Homens que Contaram a Historia de São Joaquim quando na região ja não existia nenhum vestígio do Índio

Dr. Carlos de Rezende Enout, médico mineiro, escritor e político, por 10 anos foi presidente da nossa Câmara Municipal, foi prefeito em nossa cidade na década de 20.  Nossa biblioteca municipal leva, com muita justiça, o seu nome. Autor do livro “Genealogia da família Enout” e “ Discursos e Artigos “.Eles trazem  bastantes subsídios para a história de nossa cidade e região.

 

  

DURVAL C.RANGEL , MARIO BARBOSA E DR.GUILHERME JUNQUEIRA MEIRELLES FORAM OS ESCRITORES QUE EM 1952 APRESENTARAM UM TRABALHO SOBRE A HISTÓRIA DE SÃO JOAQUIM DA BARRA, CONCORRENDO AO CONCURSO LANÇADO PELA PREFEITURA NA COMEMORAÇÃO DO CINQUENTENÁRIO DA ELEVAÇÃO DESSE POVOADO A DISTRITO.

 

Durval Correia Rangel

 

Mário Barbosa                  

 

Dr.Guilherme Junqueira Meirelles            

 

 

Eduardo Diniz Junqueira, bisneto do Capitão Chico; empresário probo e capaz; literato e historiador, profundo conhecedor do passado da nossa região. Escreveu “ A História  Soluçada da Vida de Juvêncio Novaes e Outros Contos “ e “Um Pé De Prosa”.Como historiador participou dos livros: “Entrantes do Sertão do Rio Pardo”-“Na Estrada  do Anhanguera”  e escreveu:  “ Evolução do cavalo Manga Larga” e “ O regimento da cavalaria do Rio Pardo”–Publicou dezenas de artigos em revistas, jornais do interior e da capital paulista. Na foto, Eduardo D. Junqueira ( de gravata ) e Lúcio de O. Falleiros.Neste ano de 2011 lançou outro livro, "Páginas Soltas", uma coletânea de alguns artigos, pensamentos e opiniões sobre varios assuntos com uma desenvoltura impar.

 

Dr. José Aleixo Irmão, autor do livro“ Nuporanga minha terra “, promotor público com muitas obras publicadas. Na foto aparece ao lado de sua esposa, dona Mercedes.                

 

Dr. Antônio de Almeida Prado, médico que aqui clinicou em 1914. Seu pai, Dr. Francisco de Almeida Prado, era engenheiro. Veio de Itu para ser dono da fazenda Santa Izabel; Em 1892.  Dr. Antônio escreveu o livro “ Crônicas de Outrora “, onde relata muitos fatos sobre  São Joaquim.

 

Jamil Chediack, colaborador por muitos anos nos jornais de nossa cidade. Neles escrevia sobre coisas do nosso passado, dando às suas cronicas o título de “ No tempo de São Joaquim  sem a Barra”    

 

Rolando Boldrin em seu livro “Empório Brasil” conta muitos “causos” sobre a vida joaquinense.  Na foto ele aparece ao lado de sua mãe, dona Alzira, em bela  tarde de autógrafo, no dia 10/12/1988, na “Agência Leonetti” , hoje “Sete da Sorte”.

 

 

 

ALGUMAS OBRAS EXISTENTES NA NOSSA BIBLIOTECA MUNICIPAL QUE FALAM DA REGIÃO LIMITADA PELOS RIOS :PARDO E SAPUCAÍ E QUE INFLUENCIARAM NA HISTÓRIA DOS DISTRITOS DO ANTIGO MUNICÍPIO DE NUPORANGA.( alguns são de minha biblioteca ) :

      “Nuporanga Minha Terra” do Dr. José Aleixo Irmão , 1975

       “Crônica de Outrora” pelo Dr.Antônio de Almeida Prado. 1965

       “ Conta Gota “ de Geraldo Napolitano ( História de Guairá), 1986

       “Um depoimento de bem-querer a Sales  Oliveira, nos seus 82 anos de vida”, de Cyro Armando Catta Preta, 1990-

        “Notícias da cidade de Sales Oliveira”    de Adriano Campagnole, 1991-

        “Terra da Gente’ de Maria Aparecida de Souza Barbeti, 1986. –Morro Agudo-

 “Querença” e o “Liceu”. Um pouco da História de Orlândia contada em sonetos, pelo Prof. Cyro Armando Catta Preta. - Segunda Edição – Revista e Ampliada – Março de 2010.             

        “Memórias de São Joaquim” 1987, de Lúcio de Oliveira Falleiros

        “Memórias de São Joaquim II” 1995, e Lúcio de Oliveira Falleiros

         “Memórias de São Joaquim III¨” 1998, de Lúcio de Oliveira Falleiros”

         “Canto, conto e encanto com a minha história ....SÂO JOAQUIM DA BARRA” de Lúcio de Oliveira Falleiros              

         “ Discursos e Artigos “ pelo Dr. Carlos de Rezende Enout,1970

         “ Genealogia da família Enout” pelo Dr. Carlos de Rezende Enout

         “História da casa do Médico” pelo Dr. Dante Chavalia

         “História da Santa Casa de São Joaquim da Barra” pelo Dr. Dante Chavalia

         “ Ribeirão Preto de Outrora” por Prisco da Cruz Prates.

         “Ribeirão Preto de ontem e de hoje” por José Pedro de Miranda, 1971

         “ Vila Franca do Imperador “por José Chiachiri, 1967

         “ Do sertão do Rio Pardo à Vila Franca do Imperador” por José Chiachiri Filho

         “Documentário Histórico de Sertãozinho”, compilação pelo do Dr. Antônio Furlan Junior.

         “Empório Brasil “ por Rolando Boldrin,1988

          “ Os Entrantes do Sertão do Rio Pardo” por Lucila R. Brioshi, Carlos A.P. Bacellar, José Chiachiri Filho, Eduardo Diniz Junqueira  e  Heloisa de Mesquita Sampaio, 1992.

           “Na Estrada do Anhangüera ,uma visão regional da história paulista” pelos organizadores Carlos de Almeida Prado Bacellar e Lucila Reis Brioshi, com participação de Eduardo Diniz Junqueira, 1999.

       “No tempo de São Joaquim sem a Barra” , Crônicas de Jamil Chediack

        “Esboço histórico, geográfico e estatístico de São Joaquim da Barra”, trabalho apresentado pelo Dr. Guilherme Junqueira Meirelles em 1952.

        “Cinqüentenário de São Joaquim da Barra” por Mário Barbosa e Durval C. Rangel “, 1952.

        “ Evolução do Cavalo Mangalarga e O regimento de Cavalaria Rio Pardo” por Eduardo Diniz Junqueira.

        “Contos e encantos da minha Lapa” por Fernando dos Reis Junior, 2010.

        “ Minha Terra, Minha Gente”, pelo Dr. José luiz Proença.  

        “ Uma bigorna na bagagem, A saga dos Tuzzi no Brasil” por Luiz Augusto Michelazzo

‘Orlândia de Antigamente”, memória fotográfica. Por João Francisco Franco Junqueira.

“Almanaque Histórico de Patrocínio Paulista” organizado pelo Dr. Carlos Alberto B. de Matos e pelo professor Alfredo Henrique Costa – 1985.

“Nossa Terra, Nossa Gente” – Ipuã – Por Sebastião Aparecido Cruz. 1997

Fernando Antônio Dias dos Reis Júnior, escreveu o livro  "conto e encanto de minha Lapa" e está preparando para lançar um livro  comemorativo dos 100 anos de da instituição da paróquia de S. Joaquim da Barra. (1981 - 2011)


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