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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

ANOS DOURADOS.-- DÉCADA DE CINQÜENTA. ( Como era diferente a vida em São Joaquim. )

Após a Segunda Grande Guerra em maio de 1945, sob o som nervoso e estridente do “swing” e a musicalidade suave de um “Long ago and for way”, “Ponciana”, “Begin the beguine”, “moonlight serenade “ e tantas outras músicas dolentes, a juventude parecia estar despertando para um mundo de paz, sonhos e suspiros.

                 Nos salões de baile, rostos roçavam-se, e de quando em vez lábios atrevidos tocavam a tez macia de uma jovem trêmula. As músicas com tonalidades cheias de graça e doçura, permitiam que os pares enamorados sussurrassem juras de amor.

                 As músicas latinas também enfeitiçavam as reuniões dançantes. Eram os boleros de Gregório Barros: Beija-me muito, Perfídia, Quiças, Adeus, bem como as belas canções francesas: La mer, La vie en rose, Jattendrai, tornaram-se inesquecíveis. Esses sons melodiosos e mágicos entranhavam-se nos dançarinos, enquanto seus corpos jovens resvalavando-se meigamente, criavam momentos de êxtase.

                 Eram os anos dourados nascendo para uma juventude sem violência, sem droga, sem excessos, sem excentricidades. Era a voz de Francisco Carlos, Orlando Silva, Sílvio Caldas, Carmem Miranda, Dircinha Batista, Carlos Galhardo e tantos outros cantando sambas canções e valsas dolentes para que os pares enamoradas deslizassem nos salões de baile.

                 Eram anos de uma vida mais humana e mais sábia, era a geração do bolero, do cabelo engordurado com “glostora”, do terno azul marinho, das missas das 10 horas, do trem de ferro vindo da capital, das longas conversas jogadas fora nos bancos do jardim, esperando a madrugada chegar. Noites sem sustos, sem medos, tendo por guarda as estrelas e sentindo o encantamento de estar vivo.

                 Era uma época em que os jovens iam alegres e felizes, como verdadeiros “ Dom Juans”do século XX, ver se  conseguiam conquistar aquela garota especial com quem trocariam sorrisos maliciosos e olhares furtivos, no “footing” em frente ao Cine Santa Cecília.  Lá iam eles, de terno azul marinho, cheirosos, exalando a doce fragrância da loção “Madeira do Oriente”, da Coty ou do “English lavander Atkinson”.  Quando havia baile esses jovens tinham passagem obrigatória pelo bar do Guedes ou pelo bar do Lúpoli. Ali tomavam seu “rabo de galo” ou sua “cuba libre”, buscando no álcool a coragem para correrem atrás da mulher amada. 

                 Muitos iam todo de branco, com seu impecável terno de linho cento e vinte, levando um lencinho bordeaux, no bolso superior do paletó. Jovens a espera de entrelaçar as delicadas cinturas de donzelas primorosamente vestidas, cheias de sonhos. Enquanto isso as orquestras joaquinenses, do Pinho, do Natyrson e do Ilquias iam alegrando os bailes dos anos dourados.  Muitas vezes esses bailes eram também abrilhantados pela orquestra Tupã de Ribeirão Preto ou a Sul América de Araraquara.

                                   

Num ambiente de silêncio absoluto, de surpresa, a fanfarra da Escola de Comercio São José , surgiu à zero hora do dia  21 de abril de 1960, na praça 7 de setembro de forma imponente e majestosa, ruflando tambores e repicando caixas com seus alunos cheios de garbo e civismo, anunciando o nascimento de Brasília. Enquanto isso repicava o sino da Igreja, soavam as sirenes das fábricas de calçados e espocavam os foguetes.   Em menos de cinco minutos a praça, até então vazia, estava repleta.

 

 

 ...E as alunas garbosamente desfilavam, escrevendo em volta da praça sete, a frase N A S C E U      B R A S Í L I A

      (N) - Noedy Marques dos Santos

      (A) – Antônia Bianco

       (S) – Maria Célia Brito  

       (C) – Ivonete Brocanelli

       (E) -Maria Madalena Nogueira

       (U) – Alzira Marinho                              

       (B) – Cecília Rossini

       (R) –Maria Laura Consoni

       (A) – Olinda Marinho

       (S) – Odaydes Magalhães

       (I) – Maura Otávio

       (L) – Maria Conceição da Silva

       (I) – Margarida Maria da Silva

       (A) -???

 

Grupo de jovens quase todos alunos ou professores da Escola de Comércio São José .  “TURMA DO QUIABO” Romano Tinti- Waldir Guaitolli – Adélcio Ferreira de Menezes e Elza Rodrigues Pérsio Fratim e Lia – Nellysebastiam Rodrigues ( sua esposa Norma Marteletto está plantando a árvore) – Antônio Della Véchia e sra. – Esneider Guaitolli e Cecília Rossini- Édson Bernardes e Luzia Aparecida Felipe – Daltro Melon Reis – Lúcio de O. Falleiros e sua esposa Izaura Chavalha Falleiros – Wanderley Alves e a esposa Lair Emília de Brito.

 

Jovens que viveram a época dos anos Dourados : Lair L. Deienno- Joaquim Della Véchia- Etevaldo Bezerra- João Lopes Reis- Osmar Prócida- Oacy Pinhal  SENTADOS : Fajaldo Bezerra, ...?...- Milton de Paula.

 

Foto 1958 – Alunos de Orfeão do famoso maestro e arranjador Bonuti.           

 

 

Orquestera Guarany-Fundadores Cleiton Zanini e Altamiro Nicolau (Pinho) Quinteto de Saxe : Pinho - Edgard Prócida - Rigato – Cleiton e Alípio- Trio de Pistões: Antônio F. Tales – Machado – Geraldo Valente-Duo de Trombone: Carlito- Dega Parada - Acordeão :Honório- Violão eletrico: Juvenal Guimarães- Contra baixo: José Nicolau- Baterista :Milton- Cantores: Djalma Souza e Natyrson Carrara.

 

Foto de 1960 de Formandos em Contabilidade -Fila-1-Édson Bernardes (Prof.) e Luzia Aparecida Felipe – Maria do Carmo Mendes Nascimento- Lázara - Eloisa  Cleide Gouveia- César Ricardo Bologna e namorada - ? - ? - ? - Yone Daniel- Romualdo Rossini Júnior e namorada – Maria Magdalena Nogueira e namorado Osmil- FILA-2-Lúcio  Falleiros (prof.) Djalma Guidolin- Derci Guaitoli (prof.)-  Miro Nicolau ( prof.)- Nélson Fernandes e esposa-Etevaldo Bezerra- Nelci Marteleto e namorado- FILA-3- João Heyden - Francisco Tavares – Florival Carlos da Rocha –Francisco José Rezende- Ronaldo Conrado- João José Fagundes -João Barsanulfo.

 

“Pinho e seu Ritmo”-Joaquim Gomes da Silva,no pandeiro- Nélson Tolói na bateria - Chaninho Vilas no chocalho-Juvenal Guimarães e José Nicolau no violoncelo-Albano e Plínio Mambrim no violino- O cantor Jaime Tobias- SENTADOS :João Daniel no acordeão-..?:. o maestro Pinho Nicolau- No pistão Faneli e ...?...- Carlito Martini no trombone e o menino João Valdir.

 

Orquestra Oriental – Ana Vogt – Antônio Bonuti com o acordeão- Alberto Vogt- Izéquias  Parada na bateria - SENTADOS : Ismerai Parada- Edgard Prócida – Ilquias Parada ( Maestro ) -José Ventresque -. ..?... EM PÉ : Cleiber Parada- Uziel Parada – Mário Moraes-Carlos Martini- Zedéchias Parada.- (Em torno de 1960)  

 

 

           

 

 

 

 

                         


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