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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

SOCIEDADE ITALIANA

No final do século XIX e no início do século XX, muitos imigrantes principalmente os italianos,  vieram para a nossa região , atraídos pela riqueza do café, que crescia com a caminhada dos trilhos da estrada de ferro. Vieram atrás da famosa rubiácea e das muitas oportunidades que as terras do imenso território brasileiro lhes oferecia. Vieram para as imediações de São Joaquim esperançosos de encontrar na fertilidade de suas terras a sua estabilidade e liberdade econômicas.  Muitos escolheram São Joaquim por, já em 1904, ser considerado o povoado do município de Nupoanga , que mais se desenvolvia.

            Sobre eles o Dr. Antônio de Almeida Prado,  em seu livro “Crônicas de Outrora” assim se refere: ”E assisti a chegada dos primeiros colonos italianos, gente ordeira, amiga do trabalho, na sua maioria vênetos ,toscanos e lombardos, obreiros incansáveis do início da nossa lavoura cafeeira.”

            Pouquíssimos compraram terras da então fazenda São Joaquim , a maior parte acabaria trabalhando na cidade como pedreiro, alfaiate, sapateiro, seleiro, carpinteiro, funileiro, padeiro, ferreiro, comerciante, hoteleiros, etc...          

            O italiano a duras penas ia adaptando-se aos usos e costumes da nova pátria, sempre acalentando dentro de si o sonho de obter a sua independência econômica. Esse era o seu objetivo primeiro.

     Logo de início procuraram uma forma de agrupar-se em reuniões, onde pudessem recordar e conversar sobre os usos e costumes da pátria distante. Coisas longínquas que ficaram muito além do imenso oceano Atlântico. O segundo sonho dos italianos era poder um dia visitar a Itália querida.  

           Em 1915, uniram-se para organizar uma sociedade com o objetivo de conseguir uma mútua participação nas alegrias, dificuldades e anseios da colônia italiana.  Uma forma de aliviar a saudade da Itália tão distante. Para gerir a nova SOCIETÁ ITALIANA DE BENIFICENZA DE  XX  DE  SETEMBRE, foi nomeada provisoriamente a seguinte diretoria:

                                                   Presidente : Luiz Barbanti

                                                  Secretário : Prof. Augusto de Vicenzi Bassé

                                                  Tesoureiro : Nicola Ricardi.

          Foram convidados todos os sócios recém admitidos e os italianos em geral, a reunirem-se, pela segunda vez na no dia 9 de outubro de 1915.   Logo após a sua fundação, em 31 de dezembro se 1915 e no dia primeiro de janeiro de 1916, realizaram uma grandiosa festa, com a maior pompa possível. 

            Foi a primeira festa patriótica e beneficente que se fez em São Joaquim, com tanto brilho.

            Durante os dois dias de festas, houve leilão, quermesse e cinema ao ar livre. O bando precatório juntamente com a “”Lira Joaquinense”, atraiam a atenção do povo e pediam prendas para o leilão, percorrendo as ruas da cidade.

           Tudo com o objetivo de construir uma sede própria. O seu principal dia do ano era o dia XX de setembro.

      Festejavam o dia 20 de setembro de 1870, quando no governo de Vitor Manuel II, em conflito com o papa e Napoleão III, as tropas do general Cadorna entraram em Roma pela brecha aberta nas proximidades da Porta Pia.   Uma data importante para os italianos, que eufóricos viam o sonho de uma pátria unificada estar sendo realizado.

            As famílias Basso, Parisi e Nardeli, que aqui chegaram antes de 1900, compraram terras da fazenda São Joaquim, nas imediações da atual fazenda Santa Ruth.

            Mais tarde vieram os Antoneli, Avezum, Bonato, Bonavena, Bertazani, Barrilim, Blésio, Bosqueto, Barbanti, Benzam, Bitonti, Boldrin, Budelon, Consoni, Croscrato, Carrara, Cozi, Dalpino, Diamante, Della Vechia, Deienno, Fumagali, Finóchio, Girolamo, Guerreiro, Gumiero, Gifoni, Lollo, Lamberti.Leonello, Lino Leoneti, Maito,  Marconi, Mechi, Melhorini, Mulinari, Meneguini, Marteletto, Mielli, Martorano, Mattaraia, Osti, Olivato, Parpineli, Prócida, Parizoti, Paganini, Pichioni. Pansani, Pierri, Pazeto, Ricardi, Russo, Rafaini, Rossini, Scarelli, Sela, Secho, Stamilo. Stori, Tazinafo, Trombini, Turazza, Tozo,, Tinti, Tuzzi, Vedovato, Volpini, Zanuto, Zordan e muitos outros.    

A grande árvore dos italianos na praça 7. Dizia o Diquim Rossini, filho de Fidelis Rossini, que debaixo dessa frondosa Arvore reuniam-se os italianos , dependurando em seus galhos, carne de leitoa e cabrito, para um churrasco regado a vinho italiano importado. Na foto entre tantos italianos aparece o Fidelis Rossini, sentado, de calça branca e paletó preto, bem no meio. À sua direita está o Ernesto Barbanti e atrás, De pé, entre os dois o Celeste Volpini.

 

Antônio Finóchio e sua esposa Carolina ( Dona Carola) 08/04/1963

 

Ernesto Barbanti e sua esposa.                   

 

Estandarte da Sociedade Italiana com as iniciais     S.I.M.S.I    e a data XX de SETTEMBRE, duas mãos unidas, um escudo e a palavra São Joaquim Os dois da direita, sentados, são : Pedro Pierre e Avelino Cozza.

 

Prédio da Sociedade Italiana, inaugurado Em 20 de setembro de 1922, no ano do Centenário da Independência do Brasil. Na foto vemos- Otávio Maito,?????, João Maria Basso, Domingo Russo, Clemente de Lollo, Ermínio Stori, Ernesto Barbanti, Fioravanti Della Vechia, Fidelis rossini, João Volpini, Luiz Consoni, Pedro Meneguini, Sponton, Barrilim e Bonavena.   

 

DE PÉ :- Pedro Meneguini, ?. Domingo Russo, Clemente de Lollo, ?, Otávio Maito.e João Volpini. SENTADOS: - Luis Picchioni, João Maria Basso, Ermínio Stori, Ernesto Barbanti, Fidelis Rossini. Fioravanti Della Vechia, e Luis Consoni. DIRETORIA DA  COCIEDADE  ITALIANA 

 

Foto de 1912- A sapataria Leopoldo na Rua XV, quase em frente a casa do Major Cardoso. À direita aparece Ernesto Barbanti, sentado. À sua esquerda o seu pai Leopoldo e na janela sua mãe Virgínia. O menino no meio,de branco é o Ezequiel ( Quilo), irmão do Ernesto

 

Foto de 1936- A colônia Italiana comemorando a vitória do Mussolini sobre a Abissínia. Na frente a partir do terceiro, à esquerda: Etelvino Meneguini- João Maria Basso- Fidelis Rossini – Joaninho Damiel – Antônio Lamberti Salvador Bitonti, Luis Olivato, Jota Consoni, Archângelo Boldrin- Geraldo Volpini- Antônio Piccirilo- Pedro Meneguini- ?????- Vicente Budelon e Arnaldo Stori.   

 

                                                             

 

      


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