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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

OPINIÕES DO MÉDICO SANITARISTA DR.AFONSO SANTANGELO

        Dr. Santangelo foi médico sanitarista em São Joaquim em torno de  1936, formado na Universidade de São Paulo , na Faculdade de Medicina e Cirurgia. Foi professor de Biologia Educacinal na Escola Normal de Bragança Paulista e professor do Colégio Sagrado Coração de Jesus em 1947.

          Na sua estada em São Joaquim deixou um trabalho sobre a cidade, com dados preciosos e algumas  fotos. Seguem resumidamente alguns de seus comentários.

          CINE THEATRO RUY BARBOSA- “ O caso do cinema é o mesmo do matadouro, deve ser demolido para construir outro em seu lugar, ou pelo menos interditado como casa de diversão. É um barracão infecto, sem luz, sem higiene sem conforto, sem segurança e sem estética. Não possui nem instalações sanitárias”.

           GRUPO ESCOLAR DE SÃO JOAQUIM – (Atual Sylvio Torquato Junqueira ) – “Grande magnífico e imponente, de estilo bangalô , o Grupo Escolar é o prédio número um e o melhor da cidade. De construção moderna e sólida esse belo prédio que custou de 170 a 180 contos de réis, impressiona agradavelmente pela sua beleza, pela sobriedade de suas linhas e principalmente pelo conforto que oferece aos trabalhos escolares.”

           ESTAÇÃO DA MOGIANA – “A estação de São Joaquim é muito modesta e pequena , sendo na nossa opinião muito inferior ao que deveria ser e que o lugar merece. Já é acanhada para o movimento que possui e sua estética tanto interna como externa deixa muito a desejar. De estilo barracão fica a estação no fim da rua 24 de outubro ( hoje Marechal Deodoro ). num pequeno largo sem nome ( Hoje Praça Francisco Stupello )”

          AGÊNCIA DE CORREIO – “É de segunda classe, funciona em prédio alugado, que fica numa esquina da Praça 7 de setembro. O prédio é pequeno e acanhado para o serviço. Possui 90 caixas postais de assinantes. Não tem anexo o telegrafo nacional que é de uma necessidade e utilidade muito grande. Abre às 8 horas da manhã e  encerra o expediente às 17 horas. Reabre às 21 horas para fechar às 22 horas.”

           O CEMITÉRIO – “Ocupa uma pequena colina situada a uns 500 metros da Praça 7 de setembro. Tem a forma regular com uma área de 22 890 metros quadrados., sendo todo murado, sendo suas paredes caiadas interna e externamente. Todos os túmulos e ruas do cemitério acham-se em perfeito estado de conservação e asseio. Vê-se em quase todas as sepulturas rosas lindas e variedades de flores dando ao cemitério um aspecto de jardim.”.

           QUESTÃO DO LIXO – “A Câmara municipal mantém dois empregados para fazerem diariamente, exceto aos domingos, o serviço de remoção do lixo. O serviço é todo mal feito e está em completo desacordo com os preceitos de higiene. As carroças que recolhem o lixo também são inadequadas.O lixo é jogado no final da rua São Paulo, num local muito próximo do centro. O local recebe frequentemente pessoas miseráveis que vão a cata de trapos, garrafas etc...”

            IGREJA MATRIZ – “É um templo comum não obedecendo a estilo algum. Suas paredes são modestamente decoradas. O templo que é pequeno apresenta acomodações para umas 500 pessoas. Possui 4 janelas de vidro amarelo embutido nas paredes, sem permitir a entrada de ar.  Nas funções com muitos fiéis nela ficam confinados e o ar fica irrespirável. O seu púlpito é de mármore branco e o piso é ladrilhado. Possui 4 altares de mármore branco.”

 

Foto de 2000 – Uma vista do Grupo Sylvio Torquato Junqueira, entrando no terceiro milênio. Neste ano de 2010 completará 74 anos.

 

Foto 1936 - Foto da cadeia, tirada pelo Dr. Santângelo  

 

Foto 1936- Outra foto da mesma Cadeia Pública que foi Inaugurada em 1916.

 

 Foto 1936 -O cemitério, no prolongamento da atual rua Paraná 

 

Sarjeta na esquina onde hoje está o prédio dos “três andares “. Na época não havia esgoto, as águas escoavam pelas sarjetas. Lá no fundo aparece o solar dos Vilarinhos.

 

 Solar dos Vilarinhos, onde funcionava a Câmara Municipal.   Na outra esquina a casa do Sr, Manoel Damásio Ribeiro.  

 

1936 - Prédio do Correio na esquina da Praça 7,Cruzamento da rua Minas com a rua Parana, onde hoje está a Farmácia Central.

 

1936 - Carrinho do Açougue Avezum para entrega de carne. Está ao lado do “Solar dos Vilarinhos.  

 

 Foto 1936 Os proprietários das casas deixavam o lixo em frente das mesmas, em caixotes ou latas.    

 

Foto 1936 Carroça para entrega de leite.

 

1936 - Cine Theatro Ruy Barbosa, após a reforma do antigo Theatro Variedades, que por sua vez seria mais tarde novamente remodelado para a instalação do Cine Santa Cecília.  Este receberia nova reforma em 1952 

 

Foto 1936 - Carroça para coleta de lixo. Dois empregados com as duas carroças faziam a remoção do lixo, diariamente

 

1936 - O Matadouro Municipal, no final da rua João Pessoa, hoje XV de novembro, perto do cemitério, não tem sequer o mínimo requisito de higiene e asseio exigidos pelo serviço sanitário. È um acanhado casebre de madeira , o piso é de laje de pedras, onde água e sangue se misturam com montões de estrumes.

 

Foto 1936 Fundo do novíssimo prédio do atual Grupo Escolar “Sylvio Torquato Junqueira.

                              

 

 

 

                                      

  

                                              

                                                         

                         

 

                           

                                                                                                                                     

 

 

                           

            

       


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