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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

NOSSO JARDIM, NO ANO 2000, UM CARTÃO DE VISITA ARTÍSTICO DE NOSSA CIDADE.

Se fosse feito um filme mostrando os detalhes de nossa praça sete, nos anos de 1906,1927,1935,1950,1965, e 2005, ele nos contaria, por certo, muito da evolução histórica de São Joaquim da Barra.  Falaria sobre os pés de magnólia, plantados em 1906 por Aristides Cardoso,tentando minorar o aspecto desertico e ermo da nossa praça principal em torno da capelinha.Este aspecto desolador só desapareceria em 1927 quando a praça ganharia seu primeiro jardim. Enquanto a cidade se enfeitava com o novo e belo jardim o cruzeiro entre as duas palmeiras, que desde 1906 fora erguido em frente à capelinha, desapareceriam. O coreto seria demolido mais tarde, pois os munícipes achavam que ele passara a não combinar com a beleza da nova praça.  Alguns anos depois o coreto seria demolido. O atual coreto foi construído em 1935 pelo senhor Manoel Damásio Ribeiro, tantas vezes modificado, conseguiu permanecer heroicamente, sempre no mesmo lugar. Esse primeiro jardim receberia uma iluminação mais moderna, com postes mais altos e canteiros mais belos na noite de 31 de dezembro de 1950, no governo do senhor Adolfo A.Ferrero, sob discursos e aplausos. 

          Em 1965, no governo de José Abdalla Jabur, foi instalada uma fonte sonora e luminosa, idêntica a existente em Poços de Caldas, ao lado de mudanças estruturais no complexo paisagístico do jardim. Outros prefeitos fizeram modificações em nossa praça, mas a remodelação que a tornou uma praça mais singela, mais harmônica e mais cheia de graça, foi a acontecida no governo do Dr. Jorge Sandrim, no ano 2000.  Ele a modificou usando muito bom gosto e muita arte, foi preparada com esmero, um presente colorido que a cidade ofertaria à chegada do terceiro milênio.

          Ficou tão bela e aconchegante a nossa praça, que as noites de sábado e domingo voltaram a ter o mesmo fascínio, que eu, nela encontrava, na minha juventude.  Nos bancos os namorados, voltaram a  trocar beijos e abraços, enquanto a criançada buliçosa voltava a pular e brincar pelos canteiros do jardim. No coreto a querida banda “Lira União e Trabalho” continuava reinando soberana, com seus 86 anos de história, permitindo às crianças, correrem, pularem e dançarem ao seu redor. Sob os olhares de pais ou avós “corujas”.

          A praça ficou até mais animada, pois à frente da nova Matriz vende-se pizzas, churros, cachorros quentes, sorvetes e outras guloseimas, com bancos e mesinhas para os fregueses. Os bancos em volta da fonte sonora estão sempre cheios, mas é a magia das notas musicais da banda que dá o toque refinado ao ambiente.

          Banda que ajuda a criar uma atmosfera provinciana, nos levando ao início do século XX e até aos anos dourados da década de 50. Com seus boleros, sambas canção e valsas dolentes nos proporciona horas de encantamento, um mágico retorno aos anos  vividos que não voltam mais. 

Em plena década de 40 um carro de boi, tranquilamente passa pela  Praça 7, atrás da Matriz, em frente ao “Foto Deienno”         

 

  Praça 7 de setembro na década de 50.            

 

Foto em torno de 1950 – Praça 7 de Setembro, do lado onde hoje está o Bradesco. No fundo a casa do Dr.  Álvaro do Couto Rosa , hoje residência do Dr.Edgard de Brito.

 

Primeira comunhão de Lúcio de O. Falleiros, em 1931, com as mesmas catequistas, Dindinha e Sá Francisca. À direita do padre Eugênio o menino, Lúcio.

 

Primeira comunhão de Agostinho Falleiros em 1934. Aparece lá no alto as catequistas :Dindinha e Sá Francisca e em baixo o padre Eugênio e os meninos, Ciro Stupello e Agostinho.  

 

Foto de 1950 – “Bar Tupy” gerenciado pelo Sr. Salvador Lúpoli Foi demolido para a edificação do Banco Itaú.

 

Obelisco no cinqüentenário, em seu lugar de origem. O jovem de branco à direita é o farmacêutico Jose Milton Reis Alves.    

 

Foto do jardim a partir de 1950, quando o préfeito Adolfo Ferrero o reformou.  Em destaque no fundo o prédio do “Banco Scatena”, recém inaugurado.  Posteriormente  no seu lugar veio o “Banco Comind” e atualmente alli está o “Banco Bradesco”. Em primeiro plano, á esquerda o obelisco do cinquentenário , que ficava onde hoje está a fonte liminosa.

 

Foto de 1953- Cine Santa Cecília de roupa nova , na praça 7, atualmente ocupa esse local a casa comercial “ Eletro Zema”.       

 

Foto em torno de 1952- Talvez a primeira ou uma das primeiras procissões de São Cristóvão , uma tradição religiosa que até hoje é conservada.  

 

Década de 50 – Praça 7 em dia de desfile.O coreto cobrindo o prédio do Cine Santa Cecília. 

 

Praça 7 em 1952 – À  esquerda a casa do Sr. Mattaraia, há pouco construída, hoje ocupada pela Biblioteca Municipal. Segue um açougue e as instalações do “ Foto Deienno”.  Na esquina o “Bar Tupy” do Salvador Lúpoli

 

 

Outra vista da Praça 7 na mesma época. O coreto, aparece quase cobrindo o prédio do Banco de São Paulo e à esquerda o sobrado onde está hoje a “Lotérica  Sete da Sorte”.       

 

Foto de 08/08/1954, quando a cidade recebeu a visita do engenheiro Faria Lima, candidato a governador, vendo-se o obelisco comemorativo do nosso cinqüentenário.    

 

Foto de 1943- Jardineira ( ônibus) a “gasogênio”, na época da segunda grande guerra mundial, quando a gasolina estava racionada . Ao seu lado o senhor José Nicolau. A jardineira está em frente ao Cine Santa Cecília.

 

Na década de 40, a “Relojoaria Zelesnikar” estava na Praça 7 em frente a Matriz.   Na porta o Sr. Antônio  Zelesnikar, na sua frente o seu filho Francisco Zelesnikar.    

 

Foto de 1930- O imponente prédio do Banco de São Paulo, inaugurado em 1929.  Em seis de janeiro de 1974 passou a fazer parte da Agência do Banespa .   Até a pouco tempo ali funcionou o H.S.B.C. Bamerindus. Em 2010 a Agência deste Banco foi desativada.

 

Uma vista da “Pharmácia Gobo “, lá no fundo, agora de propriedade apenas do “Filhinho”.  Foto do final da década de 40, perto da antiga Casa Paroquial que seria demolida em 1949  para que o Sr.Hilário Pansani construísse o sobrado onde hoje estão as instalações da “ Ótica Carol .”  

 


  Sebastião Alves Ferreira (Filhinho da Farmácia Globo ), a cavalo em frente à sua farmácia, na Praça 7 de setembro   

 

A casa do Major Cardoso na década de 30, reformada para as instalações da “Pharmácia Globo” do seu  filho André.     

 

Vista do jardim da Praça 7, na década de 30- À esquerda a confeitaria do Guedes,“ A Paulicéia”, seguem : o “Salão Azul do Sr. Emiliano Cerqueira Cezar,”Sapataria Elite”, a casa Lotérica “ Vale Quem Tem” do Jordão e o “Bar Central” da esquina, de Manoel Vieira.

 

 Casa construída na década de 20, na Praça 7, atrás da Igreja, pelo Dr, Carlos de Rezende Enout. Mais tarde ali residiu com seu cônsultório o dentista José Ignácio Nogueira., na década de 50 foi ocupada pelas instações do Banespa, enquanto era erguido seu belo prédio.. Hoje, desde a década e 60, ali está a C.T.B.C.

 

Abílio Stori no mesmo coreto, todo descoberto, como era na sua forma original.  Coreto doado à municipalidade por Manoel Damásio Ribeiro.inaugurado em 1935.

 

Foto da década de 40 – Na foto os jovens : Zélia Ferrero, Wanda filha da dona Nair, Maria de Lourdes de Oliveira Falleiros, Geraldo Pinto Rodrigues, futuro membro da Academia de Letras de São Paulo e, no meio, atrás, Terezinha Stupello.

 

 

 

 

 

                                                                                             

 

 

               

 

 

 

  

 

     

                                                              

 

 

          

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                            

 

                                                                                                                                                    

 

               

                                 

      

 

 

 

                   

 

                

 

  

                                 


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