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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

O JARDIM DA PRAÇA SETE DE SETEMBRO FOI CONSTRUÍDO EM 1927

O doutor Olímpio Macedo, presidente da Câmara Municipal,debruçado em uma das oito janelas de sua bela residência, na esquina da Praça Sete,construida pelo Dr.Almeida Prado em 1914, com o jornal “A Tribuna” na mão, lia envaidecido o artigo que vai abaixo publicado.

   “Da comissão construtora do jardim da praça sete de setembro, tendo como presidente os senhores Francisco Stupello e o dr. Olímpio Macedo, recebeu o senhor Stephano Muller a quantia de 46 contos de réis , valor da construção daquele jardim, conforme o contrato que havia sido passado.

   Sabemos que não foi feito com facilidade e que uma grande parte do custo não está coberta pelas subscrições obtidas em donativos.

   O povo que fez o jardim, com a feliz iniciativa da comissão, deve arrematar a obra, embora com mais algum pequeno sacrifício, e auxiliando-a quanto possível.

   Falta ainda luz, faltam bancos, falta um coreto ou talvez dois.

   Os bancos,julgamos que as casas de comércio poderiam dar gentilmente, como fez esta redação, pois que é até um meio de propaganda de gasto tolerável e compatível com a ornamentação da praça, pois comportam letreiros que chamem muito a atenção.   Mais um esforço teremos o jardim terminado.”

      Lendo a crônica do jornal “A Tribuna”, ia o dr. Olímpio relembrando de quando chegara em 1914, deparando com um largo árido, de um solo duro, de uma nudez desoladora, entristecendo a alma de todos.  Desde a fundação do povoado em 1898, portanto há quase trinta anos era esta a paisagem que o joaquinense deparava todos os dias.   É verdade que em 1906 foi plantado um minguado número de magnólias, pelo sr. Aristides Cardoso, às suas custas, tentando amenizar aquele  aspecto desnudo e árido.   O atual verde das árvores, das folhagens e o colorido das flores, estavam substituindo aquela  imagem de nudez e tristeza  que desesperara tanto a sua alma, quando aqui chegou.

    Justamente quando chegara em São Joaquim para clinicar, a Igreja Matriz do padre Pontes estava sendo erguida, onde antes havia uma capelinha.

    Mais do que nunca sentiu a necessidade da construção de um jardim para emoldurar a nova matriz que estava nascendo, daí sua alegria por ver realizado seu sonho.

   Sentia-se envaidecido por ter contribuído, na medida do possível, pela realização desse milagre.  Demorou um bom tempo, uns treze anos, mas o milagre aconteceu.        

   Celebrando a Igreja Católica no dia três de maio de 1927, a invocação da Santa Cruz, data em que se comemorava o descobrimento do Brasil, o cruzeiro que estava em frente da Matriz, foi transportado para a frente do cemitério, em procissão, carregado pelo povo,numa cerimônia solene e emocionante.

   Com o término da construção, tão sonhada, do belo jardim, desapareceram também as históricas palmeiras que ficavam ao seu lado.      Como recordação do passado, sobrou apenas o coreto que fora inaugurado em 1916.

   O cruzeiro continua até hoje no cemitério, somente mudou de lugar, está no fundo do mesmo, atrás da sua capelinha.

   O velho coreto foi demolido e, em 1935 o senhor Manoel Damásio Ribeiro presenteou a cidade construindo um coreto e doando-o à municipalidade. Coreto que até hoje enfeita nossa jardim.

CASAS RESIDÊNCIAIS E DO COMÉRCIO EM TORNO DA PRAÇA SETE DE SETEMBRO, NA  DÉCADA  DE  XX.

Década de 20- Confeitaria “ A Paulicéia”, do Sr. Antônio Guedes , que aparece no balcão. Ao seu lado o Antônio Guedes Júnior.   Com o taco na mão o sr Tonico Dalpino, que foi subprefeito e elemento de destaque no Rotary Clube de S. Joaquim.No seu local hoje está o edificio São Joaquim.

 

Na casa com 4 janelas foi instalada prefeitura em 1918. Na década de 50, ali residiu a consagrada artista Regina Duarte. Hoje ali está o “ Colégio Iara”

 

Casas em frente a Matriz, onde ficava O “ Salão Americano” de Domingos Prócida e a “Alfaiataria Popular” de Nicola Ricardi e a “Typographia Victoria”

 

 “Casa Cosmopolita “dos irmãos Pichionni, na esquina a “Casa Brazil” , onde hoje está a “Gílson Novidades”  

 

A casa com um homem na porta , era a farmácia do Sr. José Martins de Araújo, que aqui chegou em 1903, na esquina da Praça 7, em frente do prédio onde hoje está a “ Ótica Carol ", que na época era a Casa Paroquial, nela por mais de 20 anos morou o padre Eugênio Dias

 

Na casa do meio funcionou o “Cine Ideal”, o primeiro da vila, de Assuero Cardoso, em 12/09/1911, em cuja porta brilhou a primeira luz elétrica no povoado    

 

Theatro Variedades do Sr. Luiz Barbanti inaugurado em 19/10/1916.     Foi o segundo cinema da vila.  No seu local hoje está a “Eletro Zema”

 

A Matriz que foi inaugurada em 01/04/1919, com o cruzeiro ladeado por duas palmeiras, tendo o coreto à frente, desde 1916.     

 

       

Foto de 1914- A igreja do Padre Pontes sendo construída, com andaimes em volta, erguida no local da capelinha que ali existia desde 1901.                     

 

 

                    

 

 

 

                    

 

 

 

 

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