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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

UMA SÍNTESE DA NOSSA HISTÓRIA

São Joaquim da Barra, Jussara, São Joaquim, São Joaquim de Nuporanga, São Joaquim de Oiçaí, Capão do Meio, foram os nomes da nossa cidade.

   Antes de 1700, por certo, nenhum habitante branco morou por aqui, por essas terras e, muito menos nome para elas havia.  Nosso atual município era um simples pedaço de terra roxa, de terra extremamente fértil, inserido no Sertão de Goiás, que desde 1769 pertencia ao longínquo povoado de Mogi Mirím, município da comarca de Itu.  Era uma terra roxa e fértil a espera de colonizadores.

   O roteiro para o nosso sertão foi demarcado pelos Anhangüeras (Pai e filho), no início do século XVIII, quando com outros aventureiros, vieram da capital paulista a procura das minas de ouro do interior de Goiás e de índios para serem aprisionados.

   Antes deste bandeirante  Bartolomeu Bueno da Silva (diabo velho ou espírito mau), quase nada se sabia a respeito do caminho para a nossa região.  Somente após ele, cognominado de Anhangüera, é que se pode afirmar ter sido demarcado o caminho do “Sertam de Goyazes “, passando pelo Sertão do Rio Pardo e incentivando o apossamento de suas terras,  isso em 1722 por ocasião da segunda bandeira dos Anhangueras.  Ambos, pai e filho, tinham o mesmo nome e ficaram com o mesmo apelido.

   Esta estrada que partia em direção ao planalto central de Goiás, em busca de bugres para serem aprisionados e vendidos, foi aberta por esses caçadores de aventuras, de índios e de minas de metal precioso. Foram deixando pelo caminho, então, grupos populacionais esparsos, chamados pousos, ocupados, principalmente por paulistas.    A região do Sertão do Rio Pardo, no nordeste paulista, foi sujeita a duas fases de povoamento.

     A primeira acontecida em torno de 1722, relatada nos parágrafos anteriores e a segunda acontecida no primeiro decênio do século XIX, quase cem anos depois.  Esse segundo povoamento esteve a cargo, quase que exclusivamente, de entrantes vindos do sul da Província de Minas Gerais.

   Foi assim que os entrantes da família JUNQUEIRA, vindos de Baependi, sul de Minas, apossaram de terras ao sul do nosso atual município, às margens do Ribeirão do Rosário, afluente do Rio Pardo, em torno de 1800.    Pouco mais ao norte, à margem esquerda do Rio Sapucaí, outros entrantes mineiros, também vindos do sul de Minas Gerais, ali se aninharam.

   Entre estes, lá pelos idos de 1850, aqui chegaram: Francisco Antônio Gouveia, pai de  Manoel Gouveia de Lima, bem como  João Baptista da Silveira e seus pais, que juntamente com Cândido José Carlos e outros parentes e amigos, adquiririam terras, ao norte do nosso município, na fazenda SÃO JOAQUIM, em cujo interior, em 30 de maio de 1898, nasceria a nossa cidade.  Em 1896 o português Manoel Damásio Ribeiro edificaria a primeira casa nessa  povoação.

Fotos de Descendentes dos mineiros da Fazenda São Joaquim     

Márcia Rita Rossini Costa ( irmã do dr Márcio) e seu esposo  Jorge Costa Filho1993

 

Dr Márcio Rossini de Lima, que aparece na foto e sua família foram escolhidos para representarem esses mineiros que se arrancharam à margem esquerda do Rio  Sapucaí, nas terras da fazenda São Joaquim, por serem descendentes dos mesmos.

   

Dr. Melchior de Lima e sua esposa Clara Rossini, pais do dr. Márcio Rossini de Lima e Márcia Rita.  Dr. Melchior era bisneto de Cândido  José Carlos , ele possuía três escrituras de terras compradas por seu  bisavô , na fazenda São Joaquim,  nas quais aparecem os nomes citados na crônica acima.               


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