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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

AS PRIMEIRAS RUAS DE SÂO JOAQUIM

Quando o arraial de São Joaquim tinha apenas dois anos de idade e dava os seus primeiros passos, apenas três ruas se desenhavam na gleba de terra que serviria de patrimônio a uma capela sob o orago de São Joaquim.

   A primeira rua ficou conhecida pelo nome de rua do Comércio ( atual rua XV ), era uma continuação da estrada de que vinha de Nuporanga.  Esta estrada chegava a São Joaquim por onde hoje está a Avenida Santos Dumont e logo atravessava o Córrego da Olaria, continuava, quase em linha reta, deixando à sua direita os trilhos  por onde iria passar o trem da Mogiana. Percorrendo por esta estrada que tornar-se-ia a rua do Comércio,depois de ter caminhado uns 500 metros atravessava-se os trilhos da estrada de ferro, onde hoje está a Farmácia Falleiros. Alí dobrava-se à direita e logo a seguir à esquerda, dando origem à rua da Estação, segunda rua do povoado, que hoje tem o nome de Marechal Deodoro. Mais à frente passava-se pela venda e residência do senhor Chico Vidal, de José Marcelino da Silva , Lucas Garcia e mais adiante ficava a casa e venda de Manoel Damásio Ribeiro, com as duas palmeiras que por muitos anos emolduraram o local. Seguindo uns duzentos metros ela virava pelo lado esquerdo e seguia em frente, rumo à cidade de Santana, passando entre o nosso atual Matadouro e o cemitério, atravessando o córrego São Joaquim.       .

   A nossa primeira rua foi portanto a rua do Comércio, que após a revolução de 30, de Getúlio Vargas, passaria a chamar-se rua João Pessoa ( político paraibano cuja morte foi o estopim que deu origem à revolução de 1930. ) e, hoje é a rua XV de novembro.   

A nossa segunda rua foi a da Estação, que na mesma época da revolução de 30, recebeu o nome de 24 de outubro ( término da vitoriosa revolução de Getúlio Vargas) e, hoje tem o nome de Marechal Deodoro. A terceira rua passaria em frente à  Estação da Estrada de Ferro, que seria inaugurada em 1902, cortando, as duas primeiras, perpendicularmente.Ganharia o nome de rua da Cascata, pois ia em direção de uma cascatinha, lá pelo lado das atuais dependências da “Verde Vida”, do Tagá.

    Nela os homens da vila iam banhar-se às quintas feiras e aos domingos.

    Em 1914, esta rua receberia o nome de rua Acre e posteriormente, logo após a Revolução Constitucionalista de 1932, passou a chamar-se Voluntário Geraldo.( homenagem a um bravo soldado joaquinense que morreu na revolução.).

    No ano de 1911, os senhores Juvenal Ramos dos Santos e Ércilio Ramos dos Santos traçaram oficialmente os quarteirões do povoado.   Em 1914 quando era sub prefeito o Major Cardoso, 9 ruas da vila receberam nomes de Estados Brasileiros. Apenas as ruas do Comércio e da Estação conservaram os nomes primitivos.

   Em mapa de 1918, trabalho do engenheiro Dr. José Tofolli, aparecem os nomes dessas ruas: Mato Grosso, Rio de Janeiro, Acre ( atual  Voluntário Geraldo), Minas Gerais, São Paulo,Sergipe e Piauí. Perpendicularmente estavam as ruas Bahia, Paraná, do Comércio, da Estação e Pernambuco.

       Foi o prefeito Roberto Rezende Junqueira que em 12 de janeiro de 1940 decretou a mudança dos nomes das ruas acima citadas para rua XV de novembro e rua Marechal Deodoro, respectivamente. Nomes que permanecem até hoje.

FOTOS DA ATUAL RUA  XV DE NOVEMBRO

Casa Meneguini, na esquina da rua XV com a Sergipe, fundada por Pedro Meneguini , em 1904 

 

Rua XV, no sentido Praça da 7 para a Farmácia Falleiros. Em primeiro plano a Pensão Romualdo e mais no fundo a “ Loja Mauad” de calçados.

 

Nélson Tolói, genro do Sr. João Gomes ,agora em épocas mais modernas, trocando o carrinho pelo automóvel.  

 

Os filhos do Sr. João Gomes, Alcino e João. O Wilson, o filho mais velho, em cima do carrinho.

 

“Padaria União” do João Gomes e dona Angelina na rua XV, para lá da linha de trem, que na época era chamada de Vila Tibério. O sr. João Gomes aparece ao lado do carrinho de entrega de pão.     

 

Foto do ano 2000- Este prédio moderno substituiu o “Tira Teima”, onde mais tarde seria instalado o nosso Museu.  Tudo desapareceu, o velho prédio do Tira Teima e o Museu.

 

Farmácia Falleiros com o Ciro Trindade, Francisco Áreas (Chiquinho), Nicanor Ayres da Fonseca e o proprietário Jerônimo Garcia Falleiros.                                                           

 

Foto de 1920- Casa Comercial “ Tira Teima” de João Gomes que aparece na porta, sem paletó, ao lado de sua esposa Rosa Meneguini. Prédio de 1906, demolido para surgir , no Terceiro milênio “ Nema Multimarcas”   

 

“Loja Síria” do Sr. Ageg Murad. Ao lado da Relojoaria do Blésio

 

Rua XV, em 1992, vê-se, à direita o prédio de 1906, onde ficava o Museu . Ambos prédio e museu desapareceram. O museu sumiu em meados da década de 90.

 

Relojoaria do senhor João Blésio, fundada em 1920.  Ele aparece no fundo, atrás do balcão.Localizava-se ao lado de onde hoje está o  “ Sabor na Brasa”

 

Foto de 1910, no cruzamento das atuais ruas XV de novembro e Voluntário Geraldo, vê-se uma carreta levando um dínamo para a Usina de Força e Luz Evangelina que estava sendo construída às margens do rio Sapucaí.   

 

Violenta chuva de granizo, deixou as ruas e casas da cidade cobertas de gelo. Foto de 21/10/1934, uma visão da rua XV, em frente à “Casa Meneguini”

 

Foto de 1922, casamento de Jerônimo Garcia Falleiros com Jupira Cardoso de Oliveira , na capela São José da rua XV – Padre João Rulli – médico Dr. Olímpio Macedo – Sebastião Lage e sua esposa Anita Cardoso Lage – José Augusto Rodrigues e sua esposa Delminda Nogueira  Rodrigues (Filinha) – as irmãs Cyrene e Orozina (Petinha ) – Alcibíades e sua mãe Presciliana ( avó da noiva) -  as irmãs gêmeas Alzira e Alice (mãe da noiva), OS NOIVOS JUPIRA E JERÔNIMO – Inocência (mãe do noivo) – Salomita e seu esposo Joaquim Garcia Falleiros – médico Dr, Gabriel Bitencourt – Aristides Cardoso e sua esposa Mariquinha – Tarcilia Rodrigues e André Cardoso – Lourdes Rodrigues e Jovina – Antônio Cardoso e sua esposa Ruth – Zequinha Barbosa - ......???...... – Abílio Cardoso.  FILA -2 –   Capitão Augusto Rodrigues –Senhora com criança no colo – Leonel Mafud e senhora. FILA – 3 – Zinho -......???...... – Jahy e Chinas - ......???...... CRIANÇAS : Sentados Arnaldo Cardoso e Afonso Nogueira Rodrigues e em Pé , Áurea Cardoso e -.....???..... -  À  direita : EM PÉ : as meninas Dalila. Angélica e Célia. ( Na capela da rua XV ). ( No local dessa  Capela São José, hoje está o prédio comercial “ MAGAZINE  280 ) 

 

Uma vista da atual rua XV de novembro ( Foto 1912 )-  No sentido do Largo da Matriz para a Farmácia Falleiros.No fundo à esquerda o prédio que existe até hoje, onde moravam  os chefes da Estação da Mogiana.   À direita lê-se na placa:”Sapataria Leopoldo” dos Barbantis.   

 

Década de 30- Rua XV saindo da Praça 7 de setembro, rumo à Farmácia Falleiros.

 

Década de 40 – O Tiro de Guerra desfilando pela rua XV, em frente a “Loja Mauad”         

 

Década de 30- Outra foto da Farmácia Falleiros.  O proprietário Jerônimo Garcia Falleiros, de terno mais claro. À sua esquerda o médico baiano Dr. Ferreira. À sua direita os práticos de farmácia : os irmãos Aires da Fonseca, Nicanor e Natinho.   

 

 

O armazém do Sr. Antônio Gonçalves conserva até hoje o aspecto dos antigos armazéns de “secos e molhados”, do início do século XX      

 

Desastre onde havia uma porteira, perto da Farmácia Falleiros, que não evitou a colisão de um automóvel e o Trem de Ferro, no ano de 1939, na rua XV.  Morreram o Sr. Alfredo Álvares e o menino Ceci Silva.

 

Boiada na rua XV, nas imediações da antiga “Casa Salomão” em frente à antiga residência do Sr. Luiz Volpini Neto ( Nena ).           

 

Foto de 1938- No fundo do quintal da Farmácia Falleiros, do Sr. Jerônimo Garcia Falleiros, suas duas filhas Maria de Lourdes  e Luzia, com a prima Alice. Vê-se no fundo parte da “Casa Salim”, atualmente, “Loja 1,99”

 

 

 

   

                 

 

 

 

 

 

                  

 

 

             

     

 

                             

                                                                                    

        


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