Apoio:

Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

OS PRIMEIROS MORADORES DO POVOADO

À margem esquerda do Rio Sapucaí Mirim, em torno de um ribeirão conhecido como Ribeirão do Cervo e mais tarde batizado pelo nome de Ribeirão São Joaquim, surgiu a Fazenda São Joaquim, provavelmente em 1820, com seus 5771,70 hectares.   Dentro desses hectares surgiu a nossa cidade.   Dona Tereza Fernandes Vidal, uma informante quase centenária, fala sobre as primeiras pessoas chegadas ao povoado, logo após o sr. Manoel Damásio Ribeiro.

          Diz ela:  ”Logo depois da chegada de meu pai, Chico Vidal, ao redor da nossa casa e da do Damásio ergueram-se muitas outras.   A do espanhol Lucas Garcia Álvares, onde hoje está o prédio dos três andares do Manoel da Silva; a do José Marcelino da Silva, vindo de Batatais e a de Felício de Andréa, vindo de Franca, na casa onde hoje está o Bar Central.

          São ainda dessa época: os irmãos Cernack, austríacos que muito contribuíram para o desenvolvimento da vila; o farmacêutico Caetano Gramani, com a sua PHARMACIA CENTRAL; os irmãos Antônio Pedro e Francisco Pedro, moradores da vizinhança do cemitério; o sr. Francisco Alves Ferreira, famoso curandeiro;o sr. Lino com seu famoso salão de barbeiro, o sr. Humbertto Dalpino, apelidado de Berto Padeiro; o espanhol José Puga vindo da Fazenda Santa Izabel, etc...

          E mais os irmãos Trindade, vindos da Bahia, o espanhol Alexandre Alves, José Blanco Peres, Antônio Curto Domingos, Orestes Orsi e os Vilarinhos.   Um nome de mulher se destacou como comerciante, dona de pensão e restaurante, a dona Maria Aranha Feia, famosa pela sua gordura.

           Com a vinda dos imigrantes italianos que chegariam um pouco mais tarde, o povoado ganhou bons padeiros, sapateiros, seleiros, pedreiros, carpinteiros, cabeleireiros, alfaiates etc...  

           Meu irmão Tonico e eu, juntamente com o Tango filho do José Marcelino da Silva, o Juca Damásio e o filho do sr. Lucas Garcia, quando ouvíamos os carros de boi gemerem, corríamos em direção do Córrego da Olaria, no pontilhão da Estrada de Ferro que sobre ele estava sendo construído.  Íamos esperar gente nova chegando no vilarejo, com seus carros de bois, vindos pela estrada de Nuporanga.

           Gente de toda espécie, vinda de todos os lados, afluía para o arraial de São Joaquim.”

           O seu progresso crescente refletiu homogeneamente em todas as camadas sociais, fazendo dela uma cidade aberta, democrática e hospitaleira, qualidades que até hoje cultiva.   

 

Manoel Trindade aqui chegou com seus pais Maximiano e Porfíria, com seus irmãos, José Cipriano, Rosalvo, Ana e as crianças : Urbano Arnaldo e Lázaro ( Lazinho). Chegaram ao povoado como acontecia com a turma de baianos , de alpercatas e chapéu de couro. Admiráveis andarilhos que, em menos de um mês venciam a caminhada da Bahia até o nosso povoado. Dentre os Trindades foi o que mais se destacou na política.

 

 

Casamento de Lázaro ( Lazinho ) Trindade –Foto da década de 20 -  João Ayres da Fonseca – ...?... – Aristides Cardoso ...?... – Antônio Finochio – Cypriano Trindade - ...?... - ...?... – José Lambari - José Inácio Nogueira -  O casal de noivos Albina Nardelli e Lázaro Trindade {Lazinho) entre os irmãos Manoel Trindade,José Lázaro e Joaquim .Notar que as crianças estavam descalças e o fotografo lhes colocou sapatos.  Entre as mulheres estão a sogra do Geraldo Basso- do Odonis Barbanti e do Alcides Vilani

 

 

Família Trindade : Juracy Blois Trindade – Cyro Trindade – Cirene Trindade Botelho – Cílson Trindade – Sívio Trindade ( Tim ) – Cairo e Cleni Trindade .       SENTADOS : Cleide – Luis Botelho – Albina Nardelli Trindade – Célio e Lúcia Helena – Lázaro Trindade – Célia Trindade Ferreira e Diniz Jorge.


Voltar