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Crônicas e Fotos

de São Joaquim da Barra

HISTÓRIA QUE PODERIA SER CONTADA POR JERÔNIMO BATISTA DA SILVEIRA (LOMINHO)

Lominho era filho do senhor João Batista da Silveira, um dos mais antigos moradores do nosso município. Em novembro de1952, ano em que completara 75 primaveras, o senhor Durval. Correia Rangel, apareceu na sua residência, na fazenda São Luiz, pedindo-lhe que  falasse sobre os primeiros anos de nossa cidade. Lominho relatou-lhe algumas coisas, mas poderia ter contado muito mais.       Poderia ter relatado também os fatos que seguem.

   Antes do senhor Manoel Damásio Ribeiro aqui chegar, já existiam na região muitos agricultores, vindos do sul de Minas Gerais.     Chegaram lá pelos idos de 1850, ocupando terras da então fazenda São Joaquim, sendo muitos deles seus parentes.

   Seus avós chegaram com eles, trazendo seu pai recém nascido, envolto em algodão e numa cesta, pois nascera prematuramente.  Na sua juventude lembrava de seu pai falar com orgulho sobre 3 documentos que guardava, avaramente.O primeiro mostrava seu nome na lista de jurados de 1891, da Vila Espírito Santo de Batatais, hoje cidade de Nuporanga.

   Um outro  mostrava ter pertencido ele ao grupo dos 51 sócios da fazenda São Joaquim conforme a Divisão e Demarcação da mesma, terminada em 1891.    O último mostrava ter ele participado da comissão que em 1901 resolvera construir a primeira capela do povoado.

   Lominho poderia ter dito ainda que quando jovem ajudara seu pai em sua venda, ao lado da estrada para Santana dos Olhos d´Água, distando poucos metros do córrego São Joaquim, mas fora do perímetro da gleba de terras demarcada para a construção de nossa cidade.

   Quando não havia fregueses dentro da venda, ficava sentado na soleira de sua porta, olhando aquela imensidão de terras.    Um mar de árvores abrigando um mundo que ao amanhecer acordava com a passarada em festa e, ao entardecer alegrava-se com bandos de aves, os mais diversos, cruzando os ares.

   Em 1896 viu quando o sr. Damásio apareceu para visitar seu pai na venda, muito alegre e entusiasmado e, quando mais tarde começou a erguer sua morada e sua casa de comércio.

   Lá do alto dava também para acompanhar muito bem o traçado da picada que estava sendo aberta para a passagem do trem de ferro.

   Em 1898 seu pai acabaria com a venda, indo morar em outra propriedade sua, à margem direita do córrego Olaria.

   FOTOS DE FILHOS DE JOÃO BATISTA DA SILVEIRA  OU DESCENDENTES

Aristides Batista da Silveira c.c. Mariana G.da Silveira

 

Jêronimo Batista da Silveira o da esquerda 

 

João Batista da Silveira Filho 

José Olivato de Lima e Maria Aparecida da Silveira Lima. Ele o poderoso pescador das águas do Sapucaí e seus afluentes.

Oscarina da Silveira e seu esposo Felipe

                                                             


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